CONVERSÃO...
"A conversão não é um processo suave e fácil como
algumas pessoas imaginam; se assim fosse, o coração do homem jamais seria
comparado a um solo não cultivado, e a Palavra de Deus, a um arado". (John
Bunyan)
DEUS PRESENTE NA
SIMPLICIDADE...
Éramos apenas 15 irmãos na fé. Uma sala simples e pequena.
Amontoados naquele pequeno ambiente com um ventilador de teto barulhento
tentando nos refrescar. Piso não havia naquela sala, nem ao menos um carpete
bonito. No chão apenas pedaços velhos de banners de propaganda impressos neles.
Portas fechadas e Bíblias nas mãos ali começam mais uma reunião de adoração ao Mestre.
Louvor exaltado se levantava ali naquele local simples. Algumas vezes recheado
com lágrimas. Orações eram proferidas em meio aos louvores. Pedidos de oração
pensaram comigo, deve ter muitos, afinal de contas, o que essas pessoas têm
para viver. Com aplausos de palmas sou chamado para a exposição da Palavra. Um púlpito
construído com pedaços velhos de madeira foi erguido porque a Palavra merece um
lugar de destaque. Silêncio total, olhos atentos. Todos prontos para ouvir mais
um recado do Trono de Deus. O recado de Deus era recebido com movimentos
positivos com a cabeça. Uma oferta foi levantada. Mesmo não tendo muito, todos
estavam dispostos há dividir o pouco que tinham. Uma oração final foi erguida
naquele lugar.
O culto acabou, mas uma sensação de estarmos experimentando
um pouco dos céus ainda permanecia naquela sala. Deus presente na simplicidade.
Deus não precisa de suntuosos e luxuosos lugares de adoração. Naquela sala
simples, apertada e quente Sua presença era evidente. Para confraternização
após a reunião, um chá preto com leite e com muito açúcar foi servido. O chá
não foi os dos melhores que já tive, no entanto, a presença de Deus naquele lugar
era inegável. Sai daquele local com a sensação de que nossa adoração naquela
tarde chegou aos céus em uma velocidade mais avançada. Esse é o Deus que
servimos. O Deus que habita no meio dos louvores que vem de corações sinceros.
A Ele seja toda a glória!
ORAR É INVADIR O
IMPOSSÍVEL...
Carro carregado, lanche na mochila assim começamos mais uma
viagem. O objetivo principal do grupo era realizar uma caminhada de oração. Os
alvos eram os vilarejos do deserto. Saímos com o nascer do sol. Louvores foram cantados
ao Eterno no decorrer da caminhada. Paradas eram feitas apenas nos vilarejos.
Em cada vilarejo orações eram levantadas e Bíblias/NTs eram distribuídos. No
contato com as pessoas, uma oração por um mover de Deus. Avivamento? Porque
não. Quem sabe Deus salva todo um vilarejo, assim como Ele fez com a cidade de Nínive,
mencionada no Antigo Testamento (livro de Jonas). O sol escaldante do deserto
não foi motivo de desânimo. Com violão nas mãos, louvores nos lábios,
disposição no coração, os joelhos eram dobrados na areia quente do deserto. Um
clamor por salvação. Uma oração por almas perdidas. Um choro por uma
transformação divina. Retornamos cansados, mas com um sentimento de missão
cumprida. Os resultados vão chegar, vamos aguardar. Invadimos o impossível com
o nosso clamor. Agora exercitamos a fé para vermos vidas que serão confrontados
com a mensagem divina. Nessa semana duas pessoas já vieram a nós e mais ainda
estão por vir. Aquele que nos chama, nos capacita e nos orienta em nossa missão
é Ele tão somente que merece toda a nossa adoração e louvor. Sonhamos os sonhos
de Deus e os realizamos com a ajuda de Deus.
FORAM PRECISOS 7
ANOS...
Foram precisos sete anos de trabalho: Para que Carey
conseguisse batizar o primeiro convertido na Índia. Para que Judson
conquistasse o primeiro discípulo na Birmânia. Para que Morrison levasse a
Cristo o primeiro chinês. Para que Moffat visse as primeiras evidências da
operação do Espírito Santo no local onde trabalhava, na África. Para que Henry
Richards ganhasse o primeiro convertido em Banza Manteka.
QUERO UMA FÉ COMO A
DE TOMÉ...
O discípulo Tomé ficou conhecido por causa da sua
incredulidade a respeito da ressurreição de Jesus. Quando os discípulos
relataram a Tomé que havia visto Jesus ressuscitado, ele disse: "Se eu não
vir em suas mãos o sinal dos cravos, e ali não puser o dedo, e não puser a mão
do seu lado, de modo algum acreditarei" (João 20:25). Tomé é poucas vezes
mencionado nas Escrituras. Nasceu provavelmente na Galileia em uma família
humilde. Não há informações de que ele era um pescador, mas apenas um Judeu que
se tornou discípulo de Jesus. Infelizmente o incidente da sua dúvida deixou uma
marca nesse discípulo, nos fazendo esquecer-se de outros momentos de fé em sua
vida. Tomé virou símbolo de dúvida e incredulidade. No entanto, em um olhar de
perto podemos ver as qualidades desse seguidor do Mestre.
TOMÉ UM DISCÍPULO FIEL.
Tomé foi um discípulo de fé e fiel ao Senhor. Em João 11:16
vemos Tomé incitando os discípulos para seguir a Jesus e a morrer com ele na
Judéia. "Vamos também nós para morrermos com ele". Que fé, que
entrega, que fidelidade ao Mestre. Quantos discípulos têm nos nossos dias que
estão dispostos a morrer por Cristo? Precisamos de mais Tomés em nossas comunidades.
TOMÉ UM ESTUDANTE INQUISIDOR.
O dicionário define inquisidor como alguém que interroga,
faz perguntas, alguém disposto a encontrar respostas. Tomé era um desses
discípulos, dispostos a aprender e sempre perguntava. Nós sabemos décor a
clássica frase de Jesus em João 14:6 "Eu sou o caminho, e a verdade e a
vida; ninguém vem ao Pai senão por mim", no entanto, essas palavras vieram
como resposta de uma pergunta do discípulo Tomé (João 14:5). Não teríamos essas
palavras maravilhosas de Jesus, se não fosse a pergunta desse discípulo.
TOMÉ UM HOMEM DE FÉ.
Tomé tinha um temperamento audacioso e cheio de
generosidade. Ele percorreu as etapas da fé e fez uma das confissões mais
lindas das Escrituras. Ele professou que Jesus era realmente Deus e Senhor.
Tomé nos deixou a mais clara e simples confissão da divindade de Cristo, quando
ele afirmou: “Senhor meu e Deus meu”! Com essas palavras Tomé tornou-se o
primeiro dos apóstolos a se dirigir a Jesus nestes termos. Ninguém até aquele
momento, nem mesmo Pedro e João, havia pronunciado a palavra Deus dirigindo-se
a Jesus.
DUVIDAR NEM SEMPRE É PECADO.
Tomé traz uma esperança para aqueles que duvidam. Em meio
aos seus questionamentos, ele encontrou respostas e creu. Seus medos se
transformaram em uma radiante alegria.
TOMÉ UM MISSIONÁRIO.
Segundo o bispo Eusébio de Cesareia, do século IV, depois da
morte de Jesus, o discípulo evangelizou a Pátria e, pela tradição cristã
posterior, estendeu seu apostolado na Babilônia (hoje Iraque) à Pérsia (hoje
Irã) e à Índia. Ele ajudou os pobres, levou o Evangelho e plantou diversas
igrejas em sua trajetória missionária. Deixou muitos discípulos do Mestre por
onde passou. Existe ainda nos dias de hoje cristãos em Malabar, na Índia que
referem suas conversões na influência de Tomé.
TOMÉ UM MÁRTIR.
Consta que Tomé foi martirizado e morto pelo rei de Milapura
em 72 AD, na cidade indiana de Madras, onde ficam o monte São Tomé e a catedral
de mesmo nome, supostamente local de seu sepultamento. Historiadores acreditam
que o apóstolo foi morto a flechadas, quando orava. Sucumbiu como líder e
mártir, como o crente fiel que Jesus lhe pediu. Suas relíquias foram veneradas
na Síria e, depois, levadas para o Ocidente e preservadas em Ortona, na Itália.
O discípulo que carrega o peso da incredulidade levou até o final de sua vida
uma mensagem de fé e perdão. Pela graça de Deus, tive o privilégio de visitar o
estado de Kerala, na Índia, onde em uma igreja acredita-se conter os restos
mortais do discípulo Tomé. Minha oração naquela capela foi que Deus me desse à
fé de Tomé e que Ele levantasse outros Tomés em nossas comunidades, irmãos que estivessem
dispostos a morrer por Cristo e levassem Sua mensagem até o final de suas
vidas. Que Ele tenha misericórdia de mim e de nós. Que Ele nos ajude a crer
como Tomé. Amém!
O.F
"Coragem
para ser diferente, Compromisso para fazer diferença".
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