PÁGINAS

"Coragem para ser diferente, compromisso para fazer diferença"

5 de setembro de 2011

NOTÍCIAS MANARAH - 07

PARA REFLETIR...
"Sejamos como o sol que não visa nenhuma recompensa, nenhum elogio, não espera lucros nem fama, simplesmente brilha!"

FAMÍLIA...
Queridos parceiros louvamos a Deus por você caminhar conosco com fidelidade. Estamos sofrendo muito com enfermidade na família. Minha sogra Lúcia passou mal na semana passada e continua em estado crítico. Meu sogro Mário desmaiou e teve que ser medicado. Meu pai Adelino está sofrendo muito com a ausência da minha mãe. Eles viveram 54 anos juntos e a separação tem sido muito doloroso para meu pai suportar. Por favor, continue orando em favor de nossos familiares.

MENOS UM...
O casal David & Christine estarão deixando o campo no próximo dia 12/09 para retornar a sua terra natal. Eles são britânicos e resolveram encerrar seu ministério no Oriente Médio, após terem servido o Senhor por 8 anos. Que Deus os abençoe nessa nova fase que vão assumir e que outros novos obreiros possam chegar para substituí-los.

ESPERANÇA RENOVADA...
Alguns pastores e obreiros receberam a liberdade no Irã no último dia 29/08. Todos esses líderes tinham a mesma acusação, apostasia a fé islâmica e pregação do cristianismo. Com essas libertações, nossa esperança cresce que o mesmo aconteça com o Pr. Yousef. Continuemos orando por ele e sua família.


ABUSO INFANTIL NO IÊMEN: UMA REALIDADE CADA VEZ MAIS CONSTANTE...
Agora foi a vez da pequena “Hanadi” de apenas 12 anos. Essa criança que resistia ao casamento forçado com um homem de 50 anos, foi drogada com pílulas por 3 dias, para que a cerimônia fosse realizada. Ficou totalmente dopada por 15 dias e acordou depois disso com marcas de violência no corpo e com fortes hemorragias. Um dos missionários que trabalha com uma instituição filantrópica que apóia crianças abusadas, entrou em contato com a polícia, apoiando em algumas leis do país de direitos humanos, na tentativa de salvar essa criança. Em entrevista com o pai da criança, ele afirmou ser a favor do casamento, mas havia solicitado esse homem a não tocar na criança, até que ela tornasse adulta. A questão agora é ver com quem essa criança vai ficar e como será tratada daqui para frente. Uma instituição filantrópica e missionária entrou com um pedido da guarda dessa criança. Enquanto esse processo burocrático caminha, quem sofre é essa criança que vive a realidade de ser uma pessoa desamada. Esse tipo de abuso é cada vez mais frequente, não só no Iêmen, como em todo o Oriente Médio. Ore por essa criança “Hanadi” e por tantas outras crianças que vivem a mesma realidade, mas que não veio ao conhecido público.


A INSTITUCIONALIZAÇÃO DA MISSÃO: UM PERIGO QUE BATE AS NOSSAS PORTAS...
Nos últimos anos temos vivido uma realidade um tanto diferente no Brasil. Diversas igrejas e comunidades, com o desejo de fazer missões, organizaram-se em agências ou conselhos missionários, com o objetivo de cumprir a missão com mais êxito. Contudo, temos observado um grande perigo nesse instituto de se fazer missões, ou seja, o perigo da institucionalização da missão. Tornamo-nos muito organizados, com projetos diversos e uma planilha de alvos muito bem elaborada, mas muitas vezes nos esquecemos de que nossa missão maior é salvar vidas. Gastamos muito tempo com reuniões, relatórios, planejamento, etc.; enquanto as pessoas estão morrendo sem conhecer a Cristo. Temos liderança especializada, projetos impessoais, presença forte na mídia, relacionamentos funcionais que nos geram recursos financeiros, etc. No entanto, a pergunta é: TEMOS SALVADO VIDAS? Em uma visita a Ásia no final do ano passado encontrou diversos missionários totalmente quebrados emocionalmente, esquecidos por suas agências missionárias e igrejas, que esperam deles apenas um relatório bem elaborado. Se esses missionários não forem curados, jamais poderão curar vidas no campo que necessitam do Evangelho transformador. Institucionalizamos a missão, gerenciamos tudo como uma empresa missionária e nos esquecemos de que somos gente, que chora que sente que ri que desespera. Não esperamos transformações no campo, queremos apenas relatórios bem redigidos. Do missionário só esperamos projetos bem organizados e na data exigida. E os resultados de tudo isso? E as conversões? E as lutas emocionais do missionário no campo? Bem, se todos os relatórios estiverem sendo entregues na data certa e nos moldes da organização, esses fatores podem ser deixados de lado. A parábola relatada no livro “Aconselhamento Pastoral” da Editora Sinodal, expressa bem essa realidade que estou tentando expressar. Leia a parábola abaixo.


A PARÁBOLA DO POSTO DE SALVAMENTO...
Parábola relatada no livro “Aconselhamento Pastoral”de Howard J. Clinebell, Editora Sinodal. Os grifos são meus: “Numa perigosa costa, onde naufrágios são frequentes, havia, certa vez, um tosco, pequeno posto de salvamento”. O prédio não passava de uma cabana e havia um só barco salva-vidas. Mesmo assim, os membros, poucos e dedicados, mantinham uma vigilância constante sobre o mar e, sem pensar em si mesmos, saíam dia e noite, procurando incansavelmente pelos perdidos. Muitas vidas foram salvas por esse maravilhoso pequeno posto, de modo que acabou ficando famoso. Algumas das pessoas que haviam sido salvas, além de várias outras residentes nos arredores, queriam associar-se ao posto e contribuir com seu tempo, dinheiro e esforço para manter o trabalho de salvamento. Novos barcos foram comprados e novas tribulações foram treinadas. O pequeno posto de salvamento cresceu... Alguns membros do posto de salvamento estavam descontentes com o fato de o prédio ser tão tosco e tão parcamente equipado. Achavam que um lugar mais confortável deveria servir de primeiro refúgio aos náufragos salvos. Assim, substituíram as macas de emergência por camas e puseram uma mobília melhor no prédio, que foi aumentado. Agora, o posto de salvamento tornou-se um popular lugar de reunião para seus membros. Deram-lhe uma bela decoração e o mobiliaram com requinte, pois o usavam como uma espécie de clube. Agora, era menor o número de membros ainda interessados em sair ao mar em missões de salvamento. Assim, tripulações de barcos salva-vidas foram contratadas para fazer esse trabalho. O motivo predominante na decoração do clube ainda era o salvamento de vidas, e havia um barco salva-vidas litúrgico na sala em que eram celebradas as cerimônias de admissão ao clube. Por essa época, um grande navio naufragou ao largo da costa, e as tripulações contratadas trouxeram barcadas de pessoas com frio, molhadas e semiafogadas. Elas estavam sujas e doentes, e algumas delas eram de pele preta ou amarela. O belo e novo clube estava em caos. Por isso, o comitê responsável pela propriedade imediatamente mandou construir um banheiro do lado de fora do clube, onde as vítimas de naufrágios pudessem se limpar antes de entrar... Na reunião seguinte, houve uma cisão entre os membros do clube. A maioria dos membros queria suspender as atividades de salvamento por serem desagradáveis e atrapalharem a vida social normal do clube. Alguns membros insistiram em que o salvamento de vidas era seu propósito primário e chamaram a atenção para o fato de que eles ainda eram chamados “posto de salvamento”. Mas por fim estes membros foram derrotados na votação. Foi-lhes dito que, se queriam salvar as vidas de todos os vários tipos de pessoas que naufragassem naquelas águas, eles poderiam iniciar seu próprio posto de salvamento mais abaixo naquela mesma costa. E foi o que fizeram... Com o passar dos anos, o novo posto de salvamento passou pelas mesmas transformações ocorridas no antigo. Acabou tornando-se um clube e mais um posto de salvamento foi fundado. A história continuou a repetir-se, de modo que, quando se visita aquela costa hoje em dia, encontram-se vários clubes exclusivos ao longo da praia. Naufrágios são frequentes naquelas águas, mas a maioria das pessoas morre afogada!” Qualquer semelhança a realidade das nossas igrejas hoje é mera coincidência...

NÃO PODEMOS & PODEMOS...
Li recentemente reflexões de um autor desconhecido. Medite em cada pensamento e tente aplicá-las na sua vida cristã:
* Não podemos controlar a extensão de nossa vida, mas podemos controlar sua profundidade e amplitude;
* Não podemos controlar o clima, mas podemos controlar a atmosfera moral que está ao seu redor;
* Não podemos controlar os contornos de nossa fisionomia, mas podemos controlar nossas expressões e aquilo que elas comunicam aos outros;
* Não podemos controlar as oportunidades de outras pessoas, mas podemos assegurar-se de agarrar cada oportunidade que surja em nosso caminho;
* Não podemos controlar os altos rendimentos que alguns de nossos amigos recebem, mas podemos administrar com sabedoria nossos próprios ganhos modestos;
* Não podemos controlar os erros ou hábitos irritantes de outros indivíduos, mas podemos ficar atentos para não desenvolver ou abrigar tendências que possam servir de irritação para outros;
* Não podemos controlar tempos difíceis ou de necessidades, mas podemos poupar recursos agora que nos farão atravessar tempos de adversidade e carência;
* Não podemos controlar a distância que nossa cabeça vai se elevar acima do solo, mas podemos controlar o quão elevado será o conteúdo dentro dela;
Assim, por que se preocupar com coisas que não podemos controlar? Ocupemo-nos controlando aquelas que dependem de nós! Não nos preocupemos com circunstâncias que não podemos mudar. Concentremo-nos em atitudes que podemos mudar!


EU NÃO CREIO, MAS ELE CRÊ...
Certa vez dois ateus conversavam e um deles fez um convite muito interessante ao seu interlocutor: Vamos ouvir o pregador Spurgeon? A resposta veio rápida: Mas você não crê no que ele prega! O colega ateu então respondeu: Eu não creio, mas ele crê. Esse diálogo nos ensina que vale a pena ouvir uma pessoa que crê naquilo que prega.

O.F.
“Coragem para ser diferente, compromisso para fazer diferença”.
Missionário no Oriente Médio – Golfo Pérsico

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Sejam Bemvindos! Deixe o seu comentário e ou sugestão. Por favor seja cuidadoso com o conteúdo do seu comentário evitando material profano. Deus o Abençoe!